A História Real da Casa das Almas Perdidas
Histórias Paranormais assombrações, fantasmas, fenómenos inexplicáveis, lugares assombrados, Mistérios, paranormalO Caso de Évora
A mansão foi construída em 1883 por Baltasar de Noronha, um nobre excêntrico com fama de alquimista e ocultista. Nascido em Lisboa, Baltasar mudou-se para Évora após a morte misteriosa da esposa e do filho. Comprou um terreno isolado nos arredores da cidade e ergueu uma casa de arquitetura gótica, com símbolos esotéricos talhados nas colunas e uma cave que, segundo rumores, servia de templo para rituais secretos.
Em fevereiro de 1901, Baltasar desapareceu. O caseiro foi quem deu o alarme. Disse que ao chegar de manhã, encontrou todas as portas abertas, a lareira ainda acesa, mas nem sinal do dono. A polícia revistou a casa. A única coisa fora do normal? Um círculo desenhado a giz no chão da cave, com símbolos que ninguém soube traduzir, e o cheiro intenso de enxofre.
Baltasar nunca foi encontrado. Oficialmente, desaparecimento. Extraoficialmente… muitos acreditam que abriu um portal que não conseguiu fechar. Deixou tudo até a comida na mesa. Desde então, ninguém conseguiu viver lá por mais de algumas semanas.
A casa ficou abandonada por quase duas décadas. Em 1920, uma família comprou-a por um preço ridiculamente baixo. Mudaram-se em outubro e saíram em dezembro, completamente traumatizados. O pai, um comerciante de Lisboa, acabou internado num sanatório.
Testemunhos recolhidos anos depois revelaram:
- Uma das filhas dizia falar com “o senhor do espelho”
- A mãe começou a acordar com hematomas no corpo
- O filho mais novo desapareceu durante três horas foi encontrado na cave, em posição fetal, com os olhos brancos
Uma primeira investigação foi feita nos anos 70, a PIDE já extinta teria investigado o local por suspeitas de rituais clandestinos. Um relatório extraoficial, vazado por um ex-agente em 1994, descrevia o seguinte:
“Foram encontrados artefatos de origem desconhecida, inscrições em línguas mortas, e um tipo de energia que interferia com os rádios e lanternas.”
O relatório nunca chegou ao público. Mas o agente que o vazou… foi encontrado morto dois meses depois, em circunstâncias estranhas. Teria caído do segundo andar do próprio prédio. Ninguém sabe como.
Em 2009, um grupo de investigadores paranormais de Lisboa decidiu passar uma noite no local com câmaras, sensores e equipamentos de áudio.
Resultado?
- Equipamentos falharam misteriosamente
- Uma das investigadoras desmaiou e teve convulsões
- As gravações captaram vozes em latim e sons de correntes
- Um dos investigadores abandonou o grupo meses depois… internado com perturbações mentais
O caso nunca foi publicado oficialmente, mas os vídeos circulam em fóruns obscuros.
Diversas famílias tentaram alugar a casa ao longo dos anos. Todas desistiram. Os relatos coincidem:
- Sussurros durante a noite
- Crianças a chorar atrás das paredes
- Quadros que mudam de posição sozinhos
- Pessoas que acordam com marcas no corpo
- Pesadelos idênticos, sempre com uma figura encapuzada de olhos vermelhos
Um padre local chegou a tentar fazer uma limpeza espiritual. Saiu de lá a meio da noite, em pânico. Nunca mais falou sobre o assunto.
A casa ainda está de pé, rodeada por um muro alto e vegetação cerrada. Mas quem passa por lá, garante:
- Barulhos na noite
- Risos distantes
- E uma mulher à janela, vestida de preto, sempre com o rosto coberto por um véu
Os vizinhos evitam olhar para a casa. Alguns dizem que Baltasar ainda está lá, aprisionado num loop entre os mundos. Outros juram que a casa em si ganhou consciência, alimentando-se da energia de quem ousa entrar.
