A Linha Ténue Entre Ciência e Negócio
Dossiê Profundo COVID, EBOLA, mistérios do mundo, noticias, sociedades secretasDoenças Inventadas pelo Homem
“Há doenças que nasceram em laboratórios. Outras nasceram em reuniões de marketing.” A afirmação é de um investigador anónimo ligado a um antigo programa de biotecnologia militar. O tom é frio, mas a convicção é clara. Segundo ele, “a humanidade sempre procurou controlar a vida e, quando isso falha, tenta controlar a doença.”
Nos bastidores da ciência, circulam histórias que parecem saídas de um filme. Documentos desclassificados sobre a Unidade 731, do Japão imperial, revelam experiências em humanos, disseminação intencional de bactérias e testes com vírus manipulados.
“Tudo em nome da guerra”, lembra o historiador Miguel Duarte, especialista em história da biomedicina. “A ideia de criar uma arma invisível era demasiado tentadora. Hoje, os métodos mudaram, mas o princípio continua o mesmo: controlar através da biologia.”
O Lucro Esconde-se nos Sintomas
As farmacêuticas também entram nesta equação. A criação de “novas doenças” tornou-se um mercado próspero.
“Quando não há doença suficiente, inventa-se uma,” ironiza uma antiga funcionária de uma multinacional do setor, que pediu anonimato. “Lançam-se campanhas para ‘educar o público’, descrevendo sintomas comuns como distúrbios graves. No fim, aparece a cura – com o logotipo bem visível.”
Casos como a “Síndrome das Pernas Inquietas” ou o “Transtorno Disfórico Pré-Menstrual” são citados como exemplos de diagnósticos polémicos. Médicos críticos afirmam que estas classificações ampliam a definição de doença apenas para justificar novos fármacos.
O Medo como Arma Global
“O medo é o melhor produto de exportação do século XXI”, afirma o sociólogo Carlos Ventura.
A sucessão de alertas globais, gripe suína, Ebola, Zika, COVID-19, que provou como o pânico pode moldar comportamentos e movimentar fortunas.
“Não se trata de negar a gravidade das doenças,” ressalva Ventura. “Mas a forma como são comunicadas é cuidadosamente calibrada. Cada epidemia gera lucros bilionários e reforça estruturas de controlo social.”
Uma Doença Chamada Desconfiança
No fim, resta a dúvida. O que é real e o que foi fabricado?
“Talvez a maior doença inventada seja a própria desconfiança,” admite Duarte. “A ciência precisa de credibilidade, mas a história ensinou-nos que o poder raramente resiste à tentação de manipular o medo.”
Entre a biotecnologia e o marketing, o corpo humano tornou-se o campo de batalha perfeito.
E enquanto uns adoecem, outros enriquecem um padrão tão antigo quanto o próprio homem.
