Relato real
Dossiê Negro fantasmas, fenómenos inexplicáveis, Mistérios, paranormalA Cara de Caveira
Marcos trabalha há nove anos em fazendas entre os estados do Tocantins e do Pará. Em 2022, foi destacado para uma propriedade situada junto ao rio Tocantins. O local era extremamente isolado: não havia energia elétrica, nem abastecimento de água canalizada, e o sinal de internet apenas existia a 23 quilómetros de distância.
Ao sétimo dia de trabalho, numa noite de calor intenso, Marcos e um colega decidiram ir banhar-se ao riacho próximo. Levaram lanternas e uma espingarda, por precaução.
O riacho era raso, com muitas pedras visíveis. Colocaram as lanternas na margem e sentaram-se numa das pedras, conversando tranquilamente.
Num momento de distração, ao virar-se para pegar no sabonete, Marcos deixou de ver o colega. Chamou por ele várias vezes. Não houve resposta.
Subitamente, a lanterna apagou-se.
Foi então que algo surgiu sobre a água.
Uma forma branca, como se tivesse asas, deslocava-se por cima da superfície sem tocar nela. A figura parecia feminina, mas o rosto era negro, semelhante a uma caveira. A boca estava aberta e movia-se na sua direção, batendo as “asas” sobre a água.
Tomado pelo pânico, Marcos correu, pegou na espingarda e continuou a chamar pelo amigo, sem qualquer resposta. Sentia-se como se estivesse sozinho, isolado numa realidade diferente.
Escorregou nas pedras do leito raso e caiu na água, chorando e gritando. A entidade aproximava-se repetidamente.
Ao cair pela segunda vez, conseguiu empunhar a espingarda, engatilhou-a e fechou os olhos, pronto para disparar.
Nesse instante, o colega surgiu ao seu lado, segurou-lhe a arma e disse:
“Calma. Não está ninguém aqui.”
As lanternas voltaram a funcionar.
Marcos contou o que tinha visto. O amigo, morador antigo da região ribeirinha, afirmou que poderia tratar-se de uma sereia, da Mãe da Mata ou da “Matinta”, figura presente no folclore local.
Desde essa noite, Marcos afirma que nunca mais foi o mesmo.
E durante anos, nunca contou esta história a ninguém.
